 A internet se tornou em poucos anos a mídia de maior importância no âmbito de negócios e pessoal. A maioria dos sites que hoje são um sucesso indiscutível como o Youtube, Flickr, Orkut, MySpace, e muitos outros, podem ser resumidos em uma palavra: COLABORAÇÃO. Isso mesmo, o conteúdo é gerado pelos próprios usuários. Se no início da internet, surgiram grandes portais cujo objetivo era atrair tráfego e ter milhões de pageviews para vender anúncios, hoje vemos BLOGs de sucesso, usuários com alta audiência no Youtube e muitos outros casos significativos.
Com a criação de conteúdo colaborativo, uma grande tendência se prolifera no ambiente de desenvolvimento de sistemas, principalmente para web, o OpenSource (código aberto).
Esta é uma forma de desenvolvimento de softwares na qual o código é completamente aberto e qualquer desenvolvedor pode estudá-lo e melhorá-lo. O mais conhecido de todos é o LINUX, que é um sistema operacional. Mesmo quem (acha que) não o utiliza, sabe que ele surgiu como uma alternativa livre (sem custos de licença) ao Windows. Porém, o que poucos sabem é que mais da metade dos servidores web o utilizam, portanto quando você navega na internet em grande parte das vezes está acessando um site em um computador, cujo sistema operacional é o Linux.
Existem centenas de softwares desenvolvidos como OpenSource, sendo que alguns já estão se tornando conhecidos, tais como: No livro “A Quinta Disciplina” de Peter Senge tem a seguinte frase:
“O aprendizado em grupo é vital, porque a unidade fundamental de tal aprendizagem nas organizações modernas é o grupo, não os indivíduos. O fato é que a organização só terá capacidade de aprender se os grupos forem capazes de aprender.”
Com a evolução da internet, nunca foi tão fácil COLABORAR: Basta fazer uma pergunta no MSN para um amigo especialista em determinado assunto e pronto, problema resolvido! Quando enviamos um e-mail com cópia para amigos pedindo ajuda sobre algo, recebemos rapidamente a solução. Ao postarmos uma dúvida em um fórum, várias pessoas tentam ajudar, etc.
A tendência do ser humano de se relacionar em grupo para resolver problemas, se divertir, trocar idéias, conhecer pessoas e muito mais, encontrou na internet o ambiente perfeito, principalmente entre os jovens que conseguem conversar com 10 amigos, responder e-mails e falar ao celular ao mesmo tempo. Antes que alguma idéia pré-concebida venha à sua mente, lembre-se de que após 10 anos de internet, grande parte do jovens profissionais do mercado têm a agilidade descrita para uso em prol do APRENDIZADO e da COLABORAÇÃO. O modelo tradicional de empresas pressupõe que as soluções dos problemas NUNCA sejam compartilhadas com os “concorrentes”, com isso elas se tornam silos de informação impermeáveis (proibindo MSN, Skype, etc.). O problema gerado por este modelo é que muitas vezes a solução está fora da empresa, e a maioria simplesmente tenta resolver tudo internamente. O que elas esquecem é que as pessoas são amigas ou parentes de funcionários de outras organizações, muitas vezes concorrentes, e nem por isso fazem espionagem industrial. Muito pelo contrário, os problemas comuns são compartilhados e resolvidos em ambientes fora da empresa. Com isso, temos um paradoxo, a empresa se fecha para não perder informações estratégicas, mas também não permite a entrada de sugestões vindas de fora.
Um livro excelente que trata do tema colaboração é o WIKINOMICS, onde a IBM é citada como caso de sucesso de uma empresa que acreditou no conceito do OpenSource e investiu na comunidade Linux. Ela teve que mudar seu idéia de trabalho, pois as comunidades OpenSource possuem regras próprias que muitas vezes conflitam com o modelo tradicional. Porém, os frutos compensaram o investimento, afinal a IBM sozinha NUNCA conseguiria criar um sistema operacional para confrontar com o Windows. Para quem lembra, ela até lançou o OS/2 há muitos anos que foi um tremendo fracasso.
E em se tratando de INTERNET, um dos paradigmas que geram GRANDES problemas em projetos web é o fato de replicarem o modelo de software desktop para a internet. Softwares tradicionais geralmente foram desenvolvidos para fins específicos como gestão de restaurantes, lavanderias (visitem www.ideologica.com.br), controle financeiro, etc e são instalados no desktop do cliente. Geralmente é pago uma manutenção mensal para ter suporte em caso de eventuais defeitos no software.
Quando mudamos o foco para internet, percebemos que é comum conhecermos pessoas que tiveram más experiências com o desenvolvimento do site da empresa. Sendo algumas reclamações comuns:
- Pedi uma alteração simples de texto e ele demora semanas
- Queria apenas um simples formulário e querem me cobrar um valor adicional
- Por que meu site não aparece no Google?
- Entre tantas outras
A raiz deste problema está no fato de uma pequena empresa, não raro com apenas um programador, desenvolver o sistema de gerenciamento do site de várias empresas. Como competir com soluções OpenSource onde milhares de programadores em todo o mundo trabalham para criar um sistema robusto, confiável, muito mais simples de usar e o melhor, sem custos de licença e independente de empresa e programador?
O Joomla! tem despontado como a grande estrela neste segmento, porque conseguiu reunir características excepcionais para um sistema de gerenciamento de conteúdo: flexibilidade de design, segurança, recursos avançados, otimização para sites de busca e facilidade de uso.
Mais do que um sistema, o Joomla! criou em torno de si uma COMUNIDADE de programadores, designers e todo tipo de profissional web, ao gerar uma nova categoria de mercado.
Em breve, o Joomla! será um dos padrões na área de gerenciamento de sites. Assim como o Firefox já é para os navegadores de internet e o Linux para sistema operacional.
Se este artigo está certo ou não, só o tempo dirá! Referências:
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